O que sobrar de minha sanidade
confine nos olhos de um aviador noturno.
Embruteça-o com laços e cordas antigas
mostre a ele minhas táticas de auto-ilusão.
Ensine-o a andar de olhos fechados.
Conspirem.
Se descobrirem meus objetos de vidro
Apedrejem-nos.
A marca dos dentes
no braço magro e torpe
deverá ser preenchida.
Comunique-o das coisas de azar
minhas escadas ocultas
o patamar-neblina.
Por mais que ele insista em acolher minha cabeça
abrace-o e embale-o com alguma melodia destruidora.
Os destroços das asas
cairão sobre becos de urina.
Corpos urbanos,decapitados,
celebrarão em cirandas anoréxicas.
Contadores de histórias
cavalgarão tornados permanentes
bocas de lobo vomitarão crianças instantâneas e
um exército delas
invadirá sua casa para capturar sua esposa.
Jamais será esquecido o dia da alegria.
Escrito por cassius às 19h35
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